Reinado de c. 2558 – 2532 a.C.
Quéfren
Autor da segunda pirâmide de Gizé e, para a maioria dos especialistas, da Grande Esfinge. Seu templo do vale preserva a arquitetura em granito mais refinada do Antigo Império.
IV Dinastia Antigo Império 2 acontecimentos
Cronologia do reinado
Acontecimentos ligados a Quéfren
Alguns registros abrangem obras ou processos que atravessam mais de um reinado; nesses casos, o acontecimento aparece associado ao governo em que se iniciou ou foi concluído.
c. 2550 a.C. Datação aproximada A vila dos construtores revela o cotidiano do canteiro As escavações de Heit el-Ghurab, ao sul do planalto, expuseram padarias, galerias de dormir, currais, silos e uma oficina de salga de peixe montadas para sustentar o canteiro. O assentamento e o cemitério…
- Localização
- Heit el-Ghurab, ao sul do planalto de Gizé
Baixo Egito - Dinastia
- IV Dinastia
- Governante
- Quéfren
O núcleo do assentamento é formado por longas galerias com plataformas laterais, capazes de abrigar algumas dezenas de pessoas cada uma, agrupadas em blocos com pátio e cozinha. Ao redor delas foram encontradas padarias com moldes cerâmicos de pão empilhados por tamanho, tanques de fermentação, um edifício destinado a limpar e salgar peixe, currais e silos ligados a um grande recinto administrativo. A análise dos ossos de animais indica bovinos jovens, ovelhas e cabras trazidos das províncias, em volume que aponta abate diário para milhares de refeições.
A ocupação do assentamento acompanha os canteiros de Quéops a Miquerinos, e a datação vem da cerâmica, dos selos e das reformas sucessivas do próprio sítio.
c. 2540 a.C. Datação em debate Escultura da Grande Esfinge de Gizé Talhada em um afloramento de calcário deixado pela exploração de uma pedreira, a Grande Esfinge mede cerca de setenta e três metros de comprimento e reúne corpo de leão e cabeça de rei. É a primeira escultura…
- Localização
- Planalto de Gizé, junto à calçada de Quéfren
Baixo Egito - Dinastia
- IV Dinastia
- Governante
- Quéfren
A figura não foi montada com blocos: os escultores rebaixaram a rocha em torno de um esporão de calcário e trabalharam a massa restante no lugar, aproveitando a camada superior, mais dura, para a cabeça e o toucado. As camadas médias, mais brandas, sofreram desgaste rápido e receberam remendos de alvenaria em várias épocas. Diante das patas foi erguido um templo com vinte e quatro pilares de granito, ligado ao templo do vale de Quéfren, e restos de pigmento indicam que o conjunto era pintado.
A maioria dos especialistas atribui a obra a Quéfren, pela integração com sua calçada e com o templo vizinho. Há defesa da atribuição a Quéops ou a seu filho Djedefré, e nenhuma inscrição do Antigo Império nomeia o responsável.