MamiAgency Linha do Tempo do Antigo Egito

Estrutura da cronologia

Os doze períodos

A periodização do Egito antigo combina listas de reis compiladas na Antiguidade, sequências arqueológicas e sincronismos com outros povos do Oriente Próximo. Os nomes e limites abaixo são as convenções em uso na egiptologia; onde há divergência, cada página indica o intervalo e a razão da dúvida.

c. 5300 – 3000 a.C. · 9 registros

Período Pré-Dinástico

Antes de existir um Egito unificado, o vale e o delta do Nilo foram ocupados por comunidades agrícolas que aprenderam a viver no ritmo da inundação. Em cerca de dois milênios, aldeias de barro tornaram-se centros com cemitérios hierarquizados, oficinas especializadas e os primeiros sinais de escrita.

  • Aldeias permanentes no Faium e em Merimda organizam o calendário agrícola da cheia.
  • Nacada concentra poder no Alto Egito e hierarquiza os cemitérios de elite.
  • Hieracômpolis produz cerveja em escala e pinta a primeira parede funerária conhecida.

c. 3000 – 2686 a.C. · 9 registros

Período Tinita

Nas duas primeiras dinastias o vale e o delta passam a ser governados como uma unidade. Mênfis torna-se sede, a escrita vira instrumento de Estado e o rei passa a ser enterrado com um aparato funerário que nenhum chefe pré-dinástico havia reunido.

  • Narmer é associado à unificação do vale e do delta na paleta cerimonial de Hieracômpolis.
  • Mênfis torna-se a sede administrativa na entrada do delta.
  • Selos e etiquetas criam a contabilidade anual do palácio.

c. 2686 – 2181 a.C. · 14 registros

Antigo Império

Em pouco mais de cinco séculos o Egito constrói os maiores monumentos de pedra do mundo antigo e monta a máquina administrativa que os torna possíveis. É o tempo das pirâmides de Saqara e Gizé, dos primeiros textos funerários reais e de uma elite que começa a rivalizar com o palácio.

  • A pirâmide de degraus de Djoser inaugura a arquitetura monumental em pedra.
  • O conjunto de Gizé concentra o maior esforço construtivo do período.
  • Os Textos das Pirâmides aparecem na câmara de Unas.

c. 2181 – 2055 a.C. · 8 registros

Primeiro Período Intermediário

O fim do Antigo Império não foi um colapso instantâneo. Sucessões curtas, autonomia dos governadores e uma sequência de inundações fracas dividiram o país entre Heracleópolis, no norte, e Tebas, no sul. Foi também um tempo de literatura intensa e de ampliação do acesso aos ritos funerários.

  • Heracleópolis governa o norte enquanto Tebas organiza o sul.
  • Abidos torna-se a fronteira militar e simbólica entre os dois reinos.
  • Os Textos dos Sarcófagos ampliam o acesso da elite provincial ao além.

c. 2055 – 1650 a.C. · 12 registros

Médio Império

Reunificado por Tebas, o Egito do Médio Império investe em engenharia hidráulica, em uma fronteira militarizada ao sul e em uma administração profissional. A língua escrita desse período torna-se o modelo clássico ensinado nas escolas de escribas por mais de mil anos.

  • Mentuhotep II reunifica o Egito a partir de Tebas.
  • Amenemhat I funda Itjtauy e desloca o centro do poder para o Faium.
  • A linha de fortalezas da Segunda Catarata organiza a fronteira núbia.

c. 1777 – 1550 a.C. · 8 registros

Segundo Período Intermediário

Durante cerca de um século o norte do Egito é governado por dinastas de ascendência levantina instalados em Avaris, enquanto o sul permanece sob reis tebanos. O período não se reduz a uma ocupação: introduz o carro de guerra, o arco composto e uma cidade deltaica que muda o mapa do poder.

  • Avaris torna-se capital do norte e porto do delta oriental.
  • A XV Dinastia goverda a partir de uma corte de ascendência levantina.
  • O carro de guerra e o arco composto entram no armamento egípcio.

c. 1550 – 1069 a.C. · 30 registros

Novo Império

No Novo Império o Egito torna-se uma potência internacional, com guarnições no Levante, controle sobre a Núbia e correspondência com os grandes reinos do Oriente Próximo. É o período de Hatshepsut, Tutmés III, Aquenáton, Tutancâmon e Ramsés II, e também o das tumbas escavadas no Vale dos Reis.

  • Tutmés III organiza o domínio egípcio no Levante depois de Megido.
  • Hatshepsut goverda como rei e reabre o comércio de incenso com o Punt.
  • Aquenáton funda Aquetáton e interrompe o culto de Estado a Amon.

c. 1069 – 664 a.C. · 10 registros

Terceiro Período Intermediário

Com a monarquia enfraquecida, o Egito passa a ser governado ao mesmo tempo por reis no delta e por uma administração sacerdotal em Tebas. Dinastas de origem líbia, cidades autônomas e, por fim, os reis cuxitas de Napata compõem um cenário fragmentado e de grande vitalidade religiosa.

  • Smendes e o clero de Amon dividem o governo entre Tânis e Tebas.
  • Sesonquis I reunifica temporariamente o país e campanha no Levante.
  • Pie instala a XXV Dinastia e goverda o Egito a partir de Cuxe.

c. 664 – 332 a.C. · 11 registros

Época Baixa

A Época Baixa combina a restauração deliberada das formas antigas com uma abertura inédita ao Mediterrâneo. É o Egito que Heródoto visita, o dos mercenários gregos e das colônias do delta, e também o que o Império Persa anexa duas vezes antes da chegada de Alexandre.

  • Psamético I reunifica o Egito e rompe com a tutela assíria.
  • Náucratis regula o comércio grego no delta.
  • A batalha de Pelúsio inaugura o primeiro domínio persa.

332 – 30 a.C. · 11 registros

Período Ptolemaico

Depois da conquista de Alexandre, o Egito passa a ser governado pela família de Ptolomeu, general macedônio que se faz faraó. Alexandria torna-se um dos maiores centros intelectuais da Antiguidade, enquanto os templos egípcios continuam a ser construídos em estilo tradicional.

  • Alexandre funda Alexandria e é reconhecido como faraó.
  • A Biblioteca e o Museu organizam o saber helenístico na corte.
  • Edfu e os templos do sul levam a arquitetura tradicional ao último ciclo.

30 a.C. – 641 d.C. · 10 registros

Domínio romano

Anexado por Otaviano em 30 a.C., o Egito torna-se província pessoal do imperador e principal fornecedor de cereais de Roma. A religião tradicional convive por séculos com novos cultos até ser suplantada pelo cristianismo; o encerramento dos últimos templos marca o fim de uma tradição escrita de mais de três mil anos.

  • Otaviano anexa o Egito como província pessoal do imperador.
  • O vale torna-se o principal celeiro de Roma.
  • Os retratos do Faium unem duas tradições funerárias.

1798 d.C. – presente · 11 registros

Descobertas arqueológicas

Tudo o que se sabe sobre o Egito antigo chegou até o presente por trabalho de campo, decifração e conservação. Este bloco reúne os episódios que construíram a egiptologia como disciplina, da expedição científica de 1798 às campanhas e aos métodos das últimas décadas.

  • A Pedra de Roseta e Champollion tornam a escrita hieroglífica legível de novo.
  • O serviço de antiguidades e o museu do Cairo deslocam a guarda dos objetos para o Egito.
  • Petrie transforma a escavação em método estratigráfico e tipológico.