c. 747 – 656 a.C.
XXV Dinastia
Os reis de Cuxe governaram o Egito unificado por quase um século, restaurando templos e promovendo um retorno deliberado a modelos artísticos do Antigo e do Médio Império, até o choque com o Império Assírio.
Terceiro Período Intermediário 3 acontecimentos
Sucessão
Governantes desta linhagem
Reinados em ordem cronológica. As datas anteriores a 664 a.C. são aproximadas.
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c. 747 – 716 a.C.
Pie
Rei de Cuxe que conquistou o Egito até o delta, narrando a campanha na Grande Estela da Vitória de Gebel Barkal. Governou como faraó a partir de Napata.
1 registro -
c. 716 – 702 a.C.
Chabaca
Consolidou o domínio cuxita sobre todo o Egito, transferiu a residência real para Mênfis e patrocinou a cópia de textos religiosos antigos.
0 registros -
c. 690 – 664 a.C.
Taharca
Promoveu um vasto programa de construção no Egito e na Núbia e enfrentou duas invasões assírias, perdendo Mênfis e Tebas nos últimos anos de reinado.
0 registros -
c. 664 – 656 a.C.
Tanutamani
Último rei cuxita a tentar reconquistar o Egito. Após a derrota, a XXV Dinastia recuou definitivamente para a Núbia.
1 registro
Cronologia
Acontecimentos atribuídos à XXV Dinastia
c. 750 a.C. Datação aproximada A Esposa Divina de Amon concentra poder em Tebas O título de Esposa Divina de Amon, antigo mas secundário, tornou-se no primeiro milênio o cargo mais poderoso de Tebas. Ocupado por filhas de reis que não se casavam e escolhiam a sucessora por adoção, dava a…
- Localização
- Karnak e Tebas
Alto Egito - Dinastia
- XXV Dinastia
- Governante
- Titulares do cargo, de Chepenupet, filha de Osorkon III, a Ankhnesneferibré, filha de Psamético II
O arranjo resolvia um problema concreto. Depois de séculos de autonomia sacerdotal, os reis do delta e, em seguida, os de Cuxe precisavam de alguém em Tebas que representasse sua autoridade sem criar uma linhagem rival. A solução foi entregar o cargo a uma princesa consagrada ao deus, sem descendência e, portanto, sem herdeiros capazes de disputar o trono. A titular administrava o domínio do templo, patrocinava construções em Karnak e em Medinet Habu, presidia rituais antes reservados ao rei e tinha o nome escrito na cartela oval dos soberanos.
A data indicada corresponde ao momento em que a função passou às princesas cuxitas. A instituição é mais antiga e atravessou várias dinastias, e sua cronologia interna depende de sincronismos entre listas sacerdotais e reinados.
c. 727 a.C. Datação aproximada Pie conquista o Egito e instala a XXV Dinastia Rei de Cuxe sediado em Napata, Pie desceu o Nilo para impor ordem entre os príncipes do delta e fazer valer sua autoridade sobre todo o país. A Grande Estela da Vitória, achada no templo de Gebel Barkal, narra…
- Localização
- De Napata a Mênfis e ao delta
Todo o Egito - Dinastia
- XXV Dinastia
- Governante
- Pie
Os reis de Cuxe não chegaram ao Egito como estrangeiros diante de uma cultura alheia. Governavam desde Napata uma região onde o culto de Amon estava estabelecido havia séculos, escreviam na língua clássica egípcia, adotavam a titulatura faraônica completa e se apresentavam como restauradores de uma ordem que os príncipes do delta teriam abandonado. A intervenção foi motivada pelo avanço de Tefnakht, príncipe de Sais, que unificava o norte e ameaçava as cidades do Médio Egito leais a Cuxe.
A campanha é datada do ano vinte e um de Pie na Grande Estela da Vitória; a conversão em data absoluta depende da duração atribuída aos primeiros reinados cuxitas, que varia entre as reconstruções.
663 a.C. Datação estabelecida As invasões assírias e o saque de Tebas Depois de duas décadas de choques, o exército de Assurbanipal respondeu à retomada de Mênfis por Tanutamani avançando até Tebas, que foi saqueada e teve obeliscos levados para a Assíria. A XXV Dinastia recuou…
- Localização
- Mênfis e Tebas
Alto Egito - Dinastia
- XXV Dinastia
- Governante
- Tanutamani
O conflito começou no reinado de Taharca. Esarhadon tomou Mênfis, e Assurbanipal derrotou o rei cuxita em duas campanhas, instalando dinastas locais do delta como vassalos e levando parte da família real como cativa. Com a morte de Taharca, Tanutamani subiu ao trono, desceu o rio e retomou Mênfis; Necau de Sais, principal apoio dos assírios no norte, morreu nesse episódio. A reação veio de imediato e chegou mais longe no vale do Nilo do que qualquer exército estrangeiro havia chegado até então.