Recorte geográfico
Todo o Egito
Acontecimentos de alcance nacional, sem localização única, como reformas administrativas, religiosas ou linguísticas.
17 acontecimentos
Período Tinita
c. 3000 – 2686 a.C.
2 acontecimentos
c. 2900 a.C. Datação em debate Adoção do calendário civil de trezentos e sessenta e cinco dias O Egito passou a organizar o ano administrativo em doze meses de trinta dias, mais cinco dias acrescentados ao fim, distribuídos em três estações de quatro meses. Sem nenhuma correção periódica, esse ano civil…
- Localização
- Administração central, em Mênfis
Todo o Egito - Dinastia
- I Dinastia
- Governante
- Den
As três estações levavam nomes tirados do próprio ciclo do rio: a da inundação, a da terra emergindo com as lavouras e a da seca e da colheita. Cada uma tinha quatro meses de trinta dias, e ao final vinham cinco dias adicionais, associados ao nascimento de um grupo de divindades. Esse ano servia a contratos, tributos, rações e registros de obra, enquanto as festas de templo continuaram a seguir o ciclo lunar, de modo que dois calendários funcionaram lado a lado por toda a história egípcia. Na intenção original, o ano abria com o reaparecimento de Sirius no horizonte antes do amanhecer, fenômeno que coincidia com a chegada da cheia.
A data de adoção é obtida por retrocálculo a partir de observações posteriores do nascer helíaco de Sirius, método que depende de premissas não verificáveis sobre o ponto de observação e a ausência de reformas. As propostas dos especialistas variam por séculos, e nenhum documento do período registra a mudança.
c. 2880 a.C. Datação aproximada Den formaliza o título de rei das Duas Terras O reinado de Den deixou o maior número de documentos da I Dinastia, e é nele que aparece o título formado pelos emblemas do junco e da abelha, declaração de governo sobre o Alto e o Baixo Egito. Sua tumba em…
- Localização
- Mênfis e Abidos
Todo o Egito - Dinastia
- I Dinastia
- Governante
- Den
O novo título reúne duas plantas e dois animais heráldicos que representam as metades do país e passa a integrar de forma permanente o conjunto de nomes do rei, ao lado daquele escrito no retângulo encimado pelo falcão. A mudança não é decorativa: fixa em linguagem oficial a ideia de que o soberano governa duas terras reunidas em sua pessoa, fórmula que sobreviveu até o fim da história faraônica. Do mesmo reinado vêm etiquetas que mencionam o percurso periódico do rei pelo país, uma viagem de inspeção e arrecadação repetida a cada dois anos.
O reinado de Den é longo o bastante para aparecer em várias séries de etiquetas, mas a contagem exata de seus anos é discutida e as fontes tardias se contradizem. As datas absolutas seguem a cronologia convencional, com margem de algumas décadas.
Primeiro Período Intermediário
c. 2181 – 2055 a.C.
3 acontecimentos
c. 2184 a.C. Datação aproximada O longo reinado de Pepi II termina e o Estado se fragmenta Pepi II chegou ao trono ainda criança e permaneceu nele por cerca de nove décadas, o reinado mais longo documentado no Egito. Quando morreu, os governadores das províncias já se comportavam como linhagens…
- Localização
- Mênfis e províncias do Alto Egito
Todo o Egito - Dinastia
- VI Dinastia
- Governante
- Pepi II
O começo do reinado, sob regência, ainda produziu monumentos de porte: uma pirâmide em Saqara Sul, decretos gravados em pedra para os templos de Coptos e expedições às pedreiras e ao Sinai. Com o passar das décadas, a escala das obras da corte diminui e o volume de isenções concedidas a templos e a funcionários aumenta, subtraindo receita da coroa. Ao mesmo tempo, os nomarcas passam a construir sepulturas grandes e decoradas nas próprias províncias, em Elefantina, Meir, Akhmim e Deir el-Gebrawi, com culto local em vez de enterramento junto ao rei.
A duração do reinado depende de listas reais compiladas séculos depois e do resumo transmitido por Manetão: o número corrente é de noventa e quatro anos, e parte dos especialistas o reduz para pouco mais de sessenta.
c. 2200 – 2050 a.C. Datação em debate Uma sequência de inundações fracas atinge o vale Sedimentos de lagos, camadas em cavernas e perfis do delta apontam uma fase mais seca no nordeste da África no fim do terceiro milênio. Registros egípcios do mesmo intervalo mencionam cheias insuficientes e…
- Localização
- Vale e delta do Nilo
Todo o Egito - Dinastia
- Anterior às dinastias
- Governante
- Não atribuído
A base material do argumento vem de fora dos textos. Níveis de lagos africanos e do mar Morto, isótopos em concreções de cavernas do Levante, poeira transportada pelo vento em sedimentos marinhos diante da foz e areias sopradas sobre solos cultivados no delta convergem para uma redução das chuvas nas cabeceiras e uma sequência de cheias abaixo da média. O fenômeno não foi local: indicadores semelhantes aparecem na Mesopotâmia, na Anatólia e no sul da Ásia, e a fase é tratada na literatura especializada como um episódio de aridez de alcance hemisférico.
Os indicadores paleoambientais oferecem intervalos amplos, de décadas a séculos, e sua correspondência com a cronologia dinástica é apenas aproximada; a duração e a intensidade do episódio continuam em discussão.
c. 2100 – 1950 a.C. Datação em debate A literatura de crise e os ensinamentos morais As Admoestações de Ipuur, a profecia de Neferti, o ensinamento dirigido a Merikaré e o diálogo entre um homem cansado e sua alma descrevem um país invertido, cofres vazios e violência nas estradas. Por muito…
- Localização
- Escolas de escribas do Médio Egito e de Tebas
Todo o Egito - Dinastia
- Anterior às dinastias
- Governante
- Não atribuído
Os manuscritos que preservam esse conjunto são todos posteriores: o de Ipuur foi copiado na XIX Dinastia, os de Neferti e de Merikaré no Novo Império, e o diálogo do homem com sua alma pertence a um exemplar do Médio Império. Os temas se repetem: o pobre enriquece e o rico mendiga, filhos abandonam os pais, estrangeiros circulam pelo delta, tumbas são violadas e ninguém ara por medo. Em Neferti, a desordem termina com a chegada de um rei salvador cujo nome corresponde ao fundador da XII Dinastia, indício forte de que o texto foi escrito depois dos fatos que anuncia.
Esses textos sobrevivem em cópias de séculos depois, e vocabulário, métrica e temas apontam para composição já no Médio Império; parte considerável dos especialistas os considera posteriores ao período que descrevem.
Médio Império
c. 2055 – 1650 a.C.
2 acontecimentos
c. 1930 a.C. Datação aproximada A História de Sinuhe fixa a língua clássica A História de Sinuhe conta a fuga de um cortesão para o Levante e seu retorno na velhice. É obra de ficção, não relato de acontecimentos, e virou o texto mais copiado das escolas de escribas egípcias…
- Localização
- Escolas de escribas de Itjtauy e Tebas
Todo o Egito - Dinastia
- XII Dinastia
- Governante
- Senusret I
A narrativa é escrita em primeira pessoa e imita a forma das autobiografias gravadas em túmulos, recurso que faz parte da arte do texto e engana o leitor apressado. Sinuhe é um funcionário do palácio que ouve a notícia da morte de Amenemhat I, entra em pânico sem que se explique por quê e foge para o norte. Instala-se no Retenu, onde o chefe Amunenshi lhe dá terra e uma filha em casamento; enriquece, tem filhos, vence um campeão local em combate singular e envelhece longe de casa. No fim, escreve ao rei, é perdoado e volta para receber um túmulo egípcio, o que na lógica do enredo é o verdadeiro prêmio.
A composição é situada no reinado de Senusret I por critérios internos de escrita e vocabulário, e esse reinado só pode ser datado em números absolutos por meio de observações lunares e sincronismos parciais, com margem de algumas décadas.
c. 1850 a.C. Datação aproximada Senusret III desmonta o poder dos governadores provinciais Durante o reinado de Senusret III, as grandes tumbas dos governadores de província deixaram de ser construídas e o governo passou a operar por departamentos regionais subordinados ao vizir. Foi um processo de…
- Localização
- Itjtauy e capitais provinciais
Todo o Egito - Dinastia
- XII Dinastia
- Governante
- Senusret III
A mudança é percebida sobretudo pelo que desaparece. Em Beni Hassan, Qau, Meir e Deir el-Bercha, as sepulturas monumentais de governadores param de ser abertas; no lugar delas, multiplicam-se estelas de funcionários em Abidos, com títulos que remetem a repartições centrais e não a províncias. O país foi organizado em três grandes departamentos, o do norte, o do sul e o da região da capital, cada um com seus relatores, escribas e conselhos, todos respondendo ao vizir. Carreiras passaram a ser feitas na corte, por nomeação, em vez de herdadas dentro de uma família provincial. Se isso foi decisão deliberada do rei ou resultado acumulado de mudanças no recrutamento é ponto ainda discutido.
Este reinado é o mais bem amarrado do período, porque um arquivo de templo em Lahun conservou datas lunares e a observação do surgimento de uma estrela; mesmo assim, a leitura desses dados admite duas soluções distantes cerca de trinta e cinco anos.
Novo Império
c. 1550 – 1069 a.C.
2 acontecimentos
c. 1534 a.C. Datação aproximada O papiro Ebers reúne o conhecimento médico egípcio Com cerca de vinte metros de comprimento e mais de oitocentas prescrições, o papiro Ebers é o maior tratado médico egípcio conservado. Nele convivem receitas medidas em frações precisas, roteiros de exame do…
- Localização
- Tebas, com originais mais antigos
Todo o Egito - Dinastia
- XVIII Dinastia
- Governante
- Amenhotep I
O rolo tem cento e dez páginas e foi copiado por um escriba a partir de tratados mais antigos, alguns provavelmente do Médio Império, como mostram a linguagem e as repetições internas. Os capítulos se organizam por queixa: dores abdominais, doenças dos olhos, afecções da pele, mordidas, problemas ginecológicos, males da cabeça. Muitas entradas seguem um roteiro fixo, que começa pelo exame do doente, passa ao juízo do profissional e termina na prescrição, com ingredientes como mel, óleo de rícino, tâmaras, cominho, cerveja doce e minerais moídos, dosados em frações de medidas correntes.
O verso do documento traz uma tabela de calendário com o ano nove de um rei não nomeado, geralmente identificado como Amenhotep I, o que fornece a data da cópia e não a da composição. Essa referência é uma das âncoras da cronologia do início da XVIII Dinastia, cujas datas absolutas ainda variam cerca de dez anos entre as propostas alta e baixa.
c. 1320 a.C. Datação aproximada O decreto de Horemheb reorganiza a justiça e o fisco General que chegou ao trono sem herança dinástica, Horemheb gravou em Karnak um longo decreto contra abusos de cobradores e juízes. O texto proíbe requisições arbitrárias de barcos e couros, fixa penas severas…
- Localização
- Karnak, com aplicação em todo o país
Todo o Egito - Dinastia
- XVIII Dinastia
- Governante
- Horemheb
A estela foi erguida junto ao décimo pilone de Karnak e chegou incompleta, com lacunas extensas, mas o suficiente para reconstituir a lógica das medidas. Os casos descritos são concretos: agentes do fisco que tomavam embarcações de particulares para transporte oficial, funcionários que confiscavam couros destinados às oficinas de couro do palácio, soldados que se apropriavam de bens durante deslocamentos. Para cada abuso, o decreto indica a proibição e a punição, que em situações graves inclui mutilação e degredo para a guarnição de Tjaru, na fronteira nordeste do delta.
A estela que traz o texto está mutilada na parte da data, e a medida é situada no começo do reinado por argumentos internos. A margem habitual de cerca de dez anos entre as cronologias alta e baixa do Novo Império também se aplica aqui.
Terceiro Período Intermediário
c. 1069 – 664 a.C.
1 acontecimento
c. 727 a.C. Datação aproximada Pie conquista o Egito e instala a XXV Dinastia Rei de Cuxe sediado em Napata, Pie desceu o Nilo para impor ordem entre os príncipes do delta e fazer valer sua autoridade sobre todo o país. A Grande Estela da Vitória, achada no templo de Gebel Barkal, narra…
- Localização
- De Napata a Mênfis e ao delta
Todo o Egito - Dinastia
- XXV Dinastia
- Governante
- Pie
Os reis de Cuxe não chegaram ao Egito como estrangeiros diante de uma cultura alheia. Governavam desde Napata uma região onde o culto de Amon estava estabelecido havia séculos, escreviam na língua clássica egípcia, adotavam a titulatura faraônica completa e se apresentavam como restauradores de uma ordem que os príncipes do delta teriam abandonado. A intervenção foi motivada pelo avanço de Tefnakht, príncipe de Sais, que unificava o norte e ameaçava as cidades do Médio Egito leais a Cuxe.
A campanha é datada do ano vinte e um de Pie na Grande Estela da Vitória; a conversão em data absoluta depende da duração atribuída aos primeiros reinados cuxitas, que varia entre as reconstruções.
Época Baixa
c. 664 – 332 a.C.
3 acontecimentos
656 a.C. Datação aproximada Psamético I reunifica o Egito e rompe com a Assíria Instalado no delta como vassalo assírio, Psamético I aproveitou o desgaste militar de Nínive para submeter os principados vizinhos e obter o reconhecimento de sua autoridade em Tebas. Em 656 a.C. o Egito…
- Localização
- Sais, Mênfis e Tebas
Todo o Egito - Dinastia
- XXVI Dinastia
- Governante
- Psamético I
A XXVI Dinastia nasceu de uma derrota. Depois de duas invasões assírias, Sais era apenas um dos principados do delta reconhecidos por Nínive, e Necao I governava com o consentimento de Assurbanipal. Seu filho Psamético chegou a receber um nome de corte assírio e um distrito em Atribis antes de assumir a herança paterna, por volta de 664 a.C., quando o pai morreu no confronto com o último rei cuxita. O que restava era um país partido em três: um delta de dinastas rivais, um Médio Egito de lealdades incertas e uma Tebas administrada por famílias sacerdotais que havia servido à dinastia núbia.
A duração do reinado é firme, mas 656 a.C. marca apenas o momento em que a autoridade saíta foi aceita em Tebas. A reunificação foi um processo distribuído pelos oito primeiros anos de governo.
c. 450 a.C. Datação em debate Heródoto visita o Egito e escreve sobre o país O segundo livro das Histórias descreve o Egito sob domínio persa: embalsamamento, cultos animais, festas, o regime da cheia e uma longa lista de reis. Heródoto afirma ter chegado a Elefantina, mas a extensão…
- Localização
- Do delta a Elefantina
Todo o Egito - Dinastia
- XXVII Dinastia
- Governante
- Heródoto de Halicarnasso
O relato é a mais antiga descrição extensa do Egito feita por um estrangeiro e continua indispensável. Dele vêm informações que nenhuma outra fonte conserva: as três faixas de preço do embalsamamento, o funcionamento de Náucratis, a instalação dos soldados estrangeiros, o calendário de festas em Bubástis, as medições do edifício de Hauara que os gregos chamavam de Labirinto. Heródoto diz ter conversado com sacerdotes em Mênfis, em Tebas e em Heliópolis, e recorreu a intérpretes, quase certamente das comunidades gregas e cárias instaladas no país havia gerações.
A viagem é datada apenas por indícios internos da obra, entre cerca de 460 e 440 a.C. A extensão do roteiro, a duração da estadia e a confiabilidade de várias informações continuam em debate.
343 a.C. Datação estabelecida Nectanebo II e o fim da última independência egípcia Nectanebo II sustentou o trono por dezessete anos com generais gregos a soldo e um programa de obras em quase todos os templos do país. Em 343 a.C. as defesas do delta cederam ao ataque de Artaxerxes III, e o…
- Localização
- Delta oriental, Mênfis e Alto Egito
Todo o Egito - Dinastia
- XXX Dinastia
- Governante
- Nectanebo II
A independência recuperada em 404 a.C. dependia de dois pilares: alianças no Egeu e no Levante, que mantinham a Pérsia ocupada, e comandantes gregos contratados para treinar e liderar as tropas. Nectanebo II chegou ao poder por volta de 360 a.C., depois de afastar o antecessor, e usou os dois recursos com competência. Em 351 a.C. repeliu uma invasão persa com o apoio de oficiais atenienses e, nos anos seguintes, financiou a revolta de Sídon e das cidades de Chipre, o que atrasou ainda mais qualquer novo ataque, mas também garantiu que ele viria.
Domínio romano
30 a.C. – 641 d.C.
1 acontecimento
c. 20 a.C. Datação aproximada O Egito se torna o celeiro de Roma Roma passou a depender das colheitas egípcias para alimentar sua população. Uma parcela expressiva do trigo consumido na capital saía todos os anos de Alexandria em comboios organizados pelo Estado, resultado…
- Localização
- Vale do Nilo, com embarque em Alexandria
Todo o Egito - Dinastia
- Província romana e bizantina
- Governante
- Augusto
O imposto fundiário do Egito era pago sobretudo em grão. Cada parcela cultivável estava registrada em cadastros que indicavam responsável, área e categoria de terra, e a cota devida variava conforme a altura da inundação medida nos nilômetros. A colheita recolhida se concentrava em celeiros de aldeia, era transferida para armazéns distritais e seguia em barcaças rio abaixo até Alexandria, de onde partia por mar rumo aos portos de Putéoli e, mais tarde, de Óstia.
A remessa anual de grão consolidou-se ao longo do principado de Augusto, sem marco inicial datado. A data indicada corresponde ao momento em que a frota de abastecimento já operava com regularidade.
Descobertas arqueológicas
1798 d.C. – presente
3 acontecimentos
1798 – 1801 d.C. Datação estabelecida A expedição científica que inventariou o Egito A campanha militar francesa no Egito trouxe consigo uma comissão de cerca de cento e sessenta especialistas encarregados de medir, desenhar e descrever o país. O resultado foi um levantamento em vários volumes…
- Localização
- Do delta a Assuã
Todo o Egito - Dinastia
- Anterior às dinastias
- Governante
- Equipe de sábios da expedição ao Egito
A comissão reunia engenheiros, desenhistas, naturalistas, médicos e matemáticos, instalados no Cairo em uma sociedade científica criada em agosto de 1798. Enquanto as tropas subiam o rio, Vivant Denon acompanhava a marcha desenhando templos em condições precárias, muitas vezes com poucas horas em cada parada. Outros integrantes mediram edifícios, traçaram plantas baixas, catalogaram espécies vegetais e animais e descreveram o Egito de seu tempo, do funcionamento da irrigação aos ofícios praticados nas cidades. O conjunto foi impresso em Paris entre 1809 e 1829, com centenas de estampas de grande formato.
1880 – 1900 d.C. Datação estabelecida Petrie transforma a escavação em método Petrie substituiu a busca por peças notáveis pelo registro exaustivo de tudo o que aparecia em uma escavação, a começar pela cerâmica comum. A partir de novecentas sepulturas pré-dinásticas montou uma…
- Localização
- Nacada, Lahun, Amarna e outros sítios
Todo o Egito - Dinastia
- Anterior às dinastias
- Governante
- William Matthew Flinders Petrie
O procedimento era simples de enunciar e trabalhoso de aplicar: anotar tudo, guardar tudo, publicar depressa. Petrie recolhia os cacos que outros descartavam, marcava a posição das peças, desenhava perfis e imprimia um volume por temporada de campo, hábito raro entre seus contemporâneos. Em um cemitério do Alto Egito, ordenou cerca de novecentas sepulturas pré-dinásticas segundo a variação gradual de um tipo de vaso com alças onduladas, agrupando-as em estágios numerados. Essa sequência atribuía idade relativa a enterramentos sem nome, sem data e sem texto, e resolvia um problema que a leitura de inscrições jamais resolveria.
2000 – 2026 d.C. Datação estabelecida Novos métodos e descobertas das últimas décadas As últimas duas décadas somaram achados de campo e formas de exame que antes não existiam: arquivos administrativos do reinado de Quéops, necrópoles seladas em Saqara, um assentamento do Novo Império em Luxor…
- Localização
- Uádi el-Jarf, Saqara, Luxor e laboratórios de análise
Todo o Egito - Dinastia
- Anterior às dinastias
- Governante
- Missões egípcias e internacionais em atividade
Do lado do campo, a escavação de um porto do Antigo Império na costa do Mar Vermelho recuperou os documentos administrativos mais antigos conhecidos, publicados a partir de 2013, entre eles o registro diário de um chefe de equipe encarregado de levar blocos de calcário até o canteiro de Gizé. Em Saqara, missões egípcias vêm expondo desde 2018 centenas de caixões selados, instalações de embalsamamento e sepulturas de funcionários de várias épocas. Em 2021 anunciou-se, na margem ocidental de Luxor, um extenso assentamento do Novo Império com casas, fornos, oficinas e depósitos, que documenta o funcionamento cotidiano de um núcleo urbano ligado à corte.
Outras regiões