Reinado de c. 2985 – 2960 a.C.
Aha
Sucessor de Narmer, ligado à consolidação de Mênfis como sede administrativa. Seu complexo funerário em Abidos inclui os primeiros túmulos subsidiários de grande escala.
I Dinastia Período Tinita 2 acontecimentos
Cronologia do reinado
Acontecimentos ligados a Aha
Alguns registros abrangem obras ou processos que atravessam mais de um reinado; nesses casos, o acontecimento aparece associado ao governo em que se iniciou ou foi concluído.
c. 2990 a.C. Datação aproximada Fundação de Mênfis como sede do governo No ponto em que o vale se abre para o delta instalou-se a cidade que os egípcios chamaram de Muralha Branca e que a tradição posterior atribuiu ao primeiro rei. Mênfis passou a concentrar o governo, os…
- Localização
- Mênfis, na entrada meridional do delta
Baixo Egito - Dinastia
- I Dinastia
- Governante
- Aha
A escolha do lugar tem lógica evidente. Quem se instala na entrada meridional do delta controla ao mesmo tempo o tráfego que sobe o vale e a rede de braços que se abrem para o norte, além de ficar a poucos dias de viagem das rotas para o Sinai e para o Levante. O nome egípcio mais antigo da cidade, Muralha Branca, descreve provavelmente um recinto fortificado de tijolo caiado. A designação Mênfis vem do grego e deriva de Men-nefer, nome do complexo funerário de um rei do Antigo Império que acabou aplicado a toda a aglomeração.
Não existe inscrição de fundação: a data resulta da associação com o reinado de Aha e das mastabas mais antigas de Saqara. As camadas iniciais da cidade seguem soterradas por aluvião e abaixo do nível da água subterrânea.
c. 2980 a.C. Datação aproximada Selos e etiquetas inauguram a contabilidade de Estado Nas tumbas reais de Abidos acumularam-se etiquetas de madeira e marfim e milhares de impressões de selo cilíndrico em tampas de vaso. Elas registram o produto, a quantidade, a propriedade rural de origem e o…
- Localização
- Abidos e Mênfis
Alto Egito - Dinastia
- I Dinastia
- Governante
- Aha
O mecanismo era simples e eficaz. O selo cilíndrico, rolado sobre a argila fresca que fechava uma jarra ou uma caixa, deixava impresso o nome da instituição responsável e, muitas vezes, o do funcionário que respondia pela remessa. As etiquetas, perfuradas e amarradas à mercadoria, indicavam o conteúdo, a medida e a propriedade que o havia entregado. Como o ano recebia o nome de um feito do rei, e não um número, essas mesmas etiquetas funcionavam também como referência de tempo, ligando cada entrega a um momento reconhecível do reinado.
As etiquetas datam por acontecimento memorável, não por ano de reinado contado, de modo que a ordem interna é reconstruída pela sucessão dos reis e pela estratigrafia dos depósitos. Isso deixa margem de décadas nas datas absolutas.