Reinado de c. 2112 – 2063 a.C.
Intef II
Rei tebano que estendeu o domínio do sul até Abidos, iniciando o avanço que levaria à reunificação. Foi o primeiro de sua linhagem a adotar titulatura real completa.
XI Dinastia Primeiro Período Intermediário 2 acontecimentos
Cronologia do reinado
Acontecimentos ligados a Intef II
Alguns registros abrangem obras ou processos que atravessam mais de um reinado; nesses casos, o acontecimento aparece associado ao governo em que se iniciou ou foi concluído.
c. 2112 a.C. Datação aproximada Tebas se torna potência sob os Intef Sob Intef II, o domínio tebano deixou de ser um nomo entre outros: a fronteira sul foi levada a Elefantina, a norte alcançou a região tinita e o soberano passou a usar titulatura real completa. Foram cerca de…
- Localização
- Tebas e o nomo de Abidos
Alto Egito - Dinastia
- XI Dinastia
- Governante
- Intef II
A base do poder era o nomo de Tebas, até então de pouca expressão, cujos governantes controlavam a saída das rotas do deserto oriental e o trecho de rio que liga o vale a Elefantina. Intef II abandonou o título de nomarca, adotou nome de coroação e passou a se apresentar como rei. Sua sepultura em El-Tarif segue o modelo local de pátio escavado na encosta com fachada de pilares, e a estela que dela procede o mostra acompanhado de seus cães de caça, cada um com o nome inscrito.
O reinado de Intef II é estimado em cerca de cinquenta anos a partir de suas próprias inscrições e da posição que ocupa na sequência tebana; os anos absolutos variam entre as cronologias.
c. 2100 a.C. Datação aproximada Tebas e Heracleópolis disputam Abidos A faixa entre Abidos e Tinis tornou-se a linha de contato entre os dois reinos. Inscrições tebanas relatam combates contra a casa do norte nessa região, e as autobiografias dos nomarcas de Assiute descrevem…
- Localização
- Região de Abidos e Tinis
Alto Egito - Dinastia
- XI Dinastia
- Governante
- Intef II
O nomo tinita era o corredor obrigatório entre o Médio Egito e o sul, e abrigava o santuário de Abidos, onde se cultuava o senhor dos mortos. Controlá-lo significava juntar vantagem militar e autoridade religiosa, o que fez da região o objeto principal da guerra. Um oficial de Intef II deixou registrada a batalha travada ali e o avanço da fronteira; um comandante de Elkab menciona serviço na mesma frente. Do outro lado, os textos das sepulturas de Assiute falam de frota, recrutamento e represália, e reivindicam a recuperação de território perdido.
Os combates são conhecidos por inscrições de sepultura que não trazem data e usam vocabulário de louvor; a ordem dos episódios é reconstruída por comparação entre os monumentos.