c. 2345 – 2181 a.C.
VI Dinastia
Expedições comerciais e militares alcançam a Núbia, o Sinai e a costa levantina, enquanto governadores provinciais acumulam poder hereditário. O longuíssimo reinado de Pepi II antecede a fragmentação do Estado.
Antigo Império 2 acontecimentos
Sucessão
Governantes desta linhagem
Reinados em ordem cronológica. As datas anteriores a 664 a.C. são aproximadas.
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c. 2345 – 2323 a.C.
Teti
Fundador da VI Dinastia, cuja morte é descrita por Manetão como assassinato pela guarda pessoal. Seu reinado consolidou alianças com famílias provinciais por meio de casamentos.
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c. 2321 – 2287 a.C.
Pepi I
Reinado longo, marcado por uma conspiração no harém, por expedições ao Levante e por intensa atividade construtiva em templos provinciais. Sua estátua de cobre em Hieracômpolis é a maior do género no…
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c. 2287 – 2278 a.C.
Merenré
Filho de Pepi I, recebeu pessoalmente chefes núbios na Primeira Catarata e ampliou a exploração de pedreiras no sul. Nomeou governadores com poderes militares no Alto Egito.
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c. 2278 – 2184 a.C.
Pepi II
Subiu ao trono criança e reinou por cerca de noventa anos, o mais longo reinado documentado do Egito. Ao final, os governadores provinciais já se comportavam como dinastas locais.
1 registro
Cronologia
Acontecimentos atribuídos à VI Dinastia
c. 2290 a.C. Datação aproximada As viagens de Harkhuf abrem a rota para o sul A fachada da tumba de Harkhuf, diante de Elefantina, narra quatro viagens ao país de Iam, além da Segunda Catarata, com trezentos burros carregados de resina, ébano, marfim e peles. Ao lado do relato foi…
- Localização
- Iam, ao sul da Segunda Catarata
Núbia e Cuxe - Dinastia
- VI Dinastia
- Governante
- Merenré
Harkhuf governava o extremo sul do país e acumulava os cargos ligados à condução de caravanas e ao trato com povos estrangeiros. Sua inscrição descreve o uso de dois caminhos distintos, o que acompanha o rio a partir de Elefantina e o que corta os oásis pelo deserto, e informa a duração de cada viagem, entre sete e oito meses. No trecho mais revelador, ele conta que o governante de Iam forneceu escolta armada para a travessia de territórios vizinhos, prova de que o sul era ocupado por poderes capazes de negociar de igual para igual.
Três das quatro viagens ocorreram sob Merenré e a última já no início do reinado seguinte, o que situa o conjunto em torno de uma década, sem datas anuais precisas.
c. 2184 a.C. Datação aproximada O longo reinado de Pepi II termina e o Estado se fragmenta Pepi II chegou ao trono ainda criança e permaneceu nele por cerca de nove décadas, o reinado mais longo documentado no Egito. Quando morreu, os governadores das províncias já se comportavam como linhagens…
- Localização
- Mênfis e províncias do Alto Egito
Todo o Egito - Dinastia
- VI Dinastia
- Governante
- Pepi II
O começo do reinado, sob regência, ainda produziu monumentos de porte: uma pirâmide em Saqara Sul, decretos gravados em pedra para os templos de Coptos e expedições às pedreiras e ao Sinai. Com o passar das décadas, a escala das obras da corte diminui e o volume de isenções concedidas a templos e a funcionários aumenta, subtraindo receita da coroa. Ao mesmo tempo, os nomarcas passam a construir sepulturas grandes e decoradas nas próprias províncias, em Elefantina, Meir, Akhmim e Deir el-Gebrawi, com culto local em vez de enterramento junto ao rei.
A duração do reinado depende de listas reais compiladas séculos depois e do resumo transmitido por Manetão: o número corrente é de noventa e quatro anos, e parte dos especialistas o reduz para pouco mais de sessenta.