343 a.C. Datação estabelecida
Nectanebo II e o fim da última independência egípcia
Nectanebo II sustentou o trono por dezessete anos com generais gregos a soldo e um programa de obras em quase todos os templos do país. Em 343 a.C. as defesas do delta cederam ao ataque de Artaxerxes III, e o Egito não voltaria a ser governado por um faraó nativo.
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Contexto
A independência recuperada em 404 a.C. dependia de dois pilares: alianças no Egeu e no Levante, que mantinham a Pérsia ocupada, e comandantes gregos contratados para treinar e liderar as tropas. Nectanebo II chegou ao poder por volta de 360 a.C., depois de afastar o antecessor, e usou os dois recursos com competência. Em 351 a.C. repeliu uma invasão persa com o apoio de oficiais atenienses e, nos anos seguintes, financiou a revolta de Sídon e das cidades de Chipre, o que atrasou ainda mais qualquer novo ataque, mas também garantiu que ele viria.
Veio em 343 a.C., conduzido por Artaxerxes III com o auxílio de comandantes gregos que tinham mudado de lado. As fortificações de Pelúsio foram contornadas, as guarnições do delta se renderam uma a uma e Nectanebo recuou para Mênfis e depois para o sul, desaparecendo dos registros. O Egito voltou a ser satrapia por uma década, até a chegada de Alexandre. Do reinado restaram obras em dezenas de santuários e um sarcófago de grauvaca que séculos mais tarde foi encontrado em Alexandria, reaproveitado como bacia, e hoje está em um museu europeu.
Importância histórica
Com 343 a.C. termina, depois de quase três milênios, o governo do Egito por faraós nascidos no país. O reinado que se encerra deixou, ainda assim, a base material do período seguinte: o programa de construção da XXX Dinastia definiu o padrão de templo que os Ptolomeus continuariam a erguer, e o naos de granito que Nectanebo instalou em Edfu permaneceu no santuário do templo que os macedônios construíram em volta dele.
Consequências
- Encerrou três milênios de governo faraônico nativo no Egito.
- Deixou obras e ampliações em dezenas de templos, base do programa ptolemaico.
- Manteve no santuário de Edfu o naos de granito conservado pelos reis seguintes.
- Devolveu o país ao domínio persa por uma década, até a chegada de Alexandre.
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