MamiAgency Linha do Tempo do Antigo Egito

Reinado de c. 1473 – 1458 a.C.

Hatshepsut

Assumiu a realeza plena como corregente de Tutmés III e governou duas décadas de prosperidade, com a expedição ao Punt e o templo de Deir el-Bahari entre suas realizações. Décadas depois, seus monumentos sofreram apagamento sistemático.

XVIII Dinastia Novo Império 3 acontecimentos

Cronologia do reinado

Acontecimentos ligados a Hatshepsut

Alguns registros abrangem obras ou processos que atravessam mais de um reinado; nesses casos, o acontecimento aparece associado ao governo em que se iniciou ou foi concluído.

c. 1473 a.C. Datação aproximada Hatshepsut assume a realeza plena Viúva de Tutmés II, Hatshepsut governou primeiro como regente do enteado criança e, entre o segundo e o sétimo ano desse reinado, adotou titulatura real completa. A solução manteve os dois nomes no trono e foi… Faraós XVIII Dinastia Hatshepsut Alto Egito
Localização
Tebas
Alto Egito
Dinastia
XVIII Dinastia
Governante
Hatshepsut

Filha de Tutmés I e esposa principal de Tutmés II, Hatshepsut acumulava o cargo sacerdotal de Esposa Divina de Amon quando o marido morreu deixando um herdeiro muito jovem. As primeiras inscrições da regência a apresentam como grande esposa real que administra o país em nome do menino. Nos anos seguintes, os epítetos mudam: ela recebe os cinco nomes da titulatura faraônica, entre eles o prenome Maatkaré, e passa a ser representada com o pano de cabeça, o saiote curto e, em parte das imagens, a barba cerimonial do ofício, sem que o gênero feminino desapareça dos textos, onde formas masculinas e femininas alternam.

A passagem da regência à realeza é datada pelos anos de reinado de Tutmés III, que continuaram a ser contados durante toda a corregência, entre o ano dois e o ano sete. Convertida em datas absolutas, a transição varia cerca de dez anos segundo a cronologia adotada para o Novo Império.

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c. 1470 a.C. Datação aproximada A expedição ao Punt e o comércio de incenso Cinco navios partiram de um porto do Mar Vermelho em busca de resinas aromáticas e voltaram carregados de mirra, ébano, marfim, ouro e animais vivos. O pórtico sul de Deir el-Bahari registrou a viagem em… Comércio XVIII Dinastia Hatshepsut Deserto Oriental e Mar Vermelho
Localização
Do Mar Vermelho ao Punt, provavelmente na costa africana
Deserto Oriental e Mar Vermelho
Dinastia
XVIII Dinastia
Governante
Hatshepsut

O Punt aparece em documentos egípcios desde a V Dinastia como fonte das resinas queimadas nos templos. Os relevos do templo de Deir el-Bahari são o registro mais detalhado de uma dessas viagens: mostram a montagem dos navios, a travessia, as casas do Punt erguidas sobre estacas entre palmeiras, peixes do Mar Vermelho desenhados com precisão suficiente para identificação de espécie, e o encontro com o chefe Parehu e sua esposa Ati. A chefia da missão é atribuída ao chanceler Nehesi, e a expedição combinou trecho fluvial, travessia do deserto oriental com as peças das embarcações e navegação costeira.

Os relevos situam a viagem no ano nove da corregência, mas não trazem indicação de mês nem de duração total. A conversão para datas absolutas herda a margem de cerca de dez anos que separa as cronologias alta e baixa do Novo Império.

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c. 1460 a.C. Datação aproximada Os obeliscos de Karnak e as pedreiras de Assuã Dois monólitos de granito extraídos em Assuã foram erguidos entre o quarto e o quinto pilone de Karnak. O que permanece de pé tem quase trinta metros e mais de trezentas toneladas, e sua base afirma que a… Construções XVIII Dinastia Hatshepsut Alto Egito
Localização
Karnak e pedreiras de granito de Assuã
Alto Egito
Dinastia
XVIII Dinastia
Governante
Hatshepsut

O granito vermelho vinha das pedreiras da margem oriental de Assuã, onde o bloco era isolado por trincheiras abertas a golpes de esferas de dolerito e depois desprendido da rocha viva. O transporte, cerca de duzentos quilômetros rio abaixo, aparece representado em relevo no pórtico inferior de Deir el-Bahari: dois obeliscos deitados lado a lado sobre uma barcaça imensa, rebocada por filas de embarcações a remo. A operação, atribuída nos textos ao mordomo Senenmut, dependia da cheia para aproximar a carga do canteiro e de rampas de tijolo e areia para o levantamento final.

A inscrição da base do obelisco conservado menciona o ano dezesseis da corregência e um prazo de sete meses entre a extração e a instalação. As datas absolutas correspondentes oscilam cerca de uma década entre a cronologia alta e a baixa.

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