MamiAgency Linha do Tempo do Antigo Egito

Reinado de c. 1479 – 1425 a.C.

Tutmés III

Comandou dezessete campanhas na Ásia, começando pela vitória em Megido, e criou a estrutura de administração imperial no Levante. Seus anais em Karnak são o mais detalhado registro militar egípcio.

XVIII Dinastia Novo Império 4 acontecimentos

Cronologia do reinado

Acontecimentos ligados a Tutmés III

Alguns registros abrangem obras ou processos que atravessam mais de um reinado; nesses casos, o acontecimento aparece associado ao governo em que se iniciou ou foi concluído.

1457 a.C. Datação aproximada A batalha de Megido inaugura o império asiático Ao assumir o governo sozinho, Tutmés III enfrentou uma coalizão de cidades sírias e palestinas reunida em Megido. A escolha da passagem estreita de Aruna surpreendeu o inimigo, e o cerco que se seguiu durou… Guerras XVIII Dinastia Tutmés III Levante e Síria
Localização
Megido, no vale de Jezreel
Levante e Síria
Dinastia
XVIII Dinastia
Governante
Tutmés III

Os anais foram inscritos nas paredes em torno do santuário de granito de Karnak e derivam de um diário de campanha guardado em rolo no templo de Amon, o que explica o nível de detalhe: datas, itinerários, discursos em conselho de guerra e listas de despojos. Segundo esse texto, a coalizão era chefiada pelo governante de Cades e reunia centenas de chefes locais. O conselho de oficiais recomendou os caminhos largos; o rei impôs a trilha de Aruna, onde a coluna teve de avançar em fila indiana, e apareceu na planície de Jezreel pelo flanco desprotegido.

Os anais datam o combate com precisão de dia dentro do ano vinte e três de Tutmés III, o que faz dele um dos acontecimentos militares mais bem registrados da Antiguidade. A conversão para o calendário atual, no entanto, produz resultados que variam cerca de vinte e cinco anos entre a cronologia alta e a baixa, com 1457 a.C. como valor mais usado.

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c. 1450 a.C. Datação aproximada Os anais de Tutmés III e a administração das províncias asiáticas Dezessete campanhas em vinte anos não produziram anexação direta, mas um sistema de vassalagem: chefes locais mantidos no cargo, herdeiros educados na corte egípcia, guarnições em pontos estratégicos e portos… Administração XVIII Dinastia Tutmés III Levante e Síria
Localização
Karnak e cidades vassalas do Levante
Levante e Síria
Dinastia
XVIII Dinastia
Governante
Tutmés III

O Egito não instalou governadores próprios na maior parte do Levante. Preferiu contratos de lealdade jurados diante do rei, acompanhados de entrega periódica de bens que os textos chamam de inu: prata, cobre, cavalos, carros, tecidos, vinho, azeite e madeira de construção. Três centros de supervisão foram organizados, com sede em Gaza, na região de Cades e em Ugarite ou suas vizinhanças, sob a autoridade de um funcionário responsável pelas terras estrangeiras do norte. Guarnições pequenas e depósitos de suprimento nos portos da costa garantiam que a próxima campanha encontrasse comida e transporte disponíveis.

As campanhas estão datadas por ano de reinado, do vigésimo terceiro ao quadragésimo segundo, mas a gravação dos anais em Karnak foi feita em etapas, sem data própria. Como em todo o período, a passagem para o calendário atual admite variação próxima de uma década segundo a cronologia adotada.

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c. 1450 a.C. Datação aproximada O jardim botânico de Karnak cataloga plantas estrangeiras Nas salas anexas ao Akhmenu, em Karnak, as paredes foram cobertas de plantas e animais gravados em relevo, apresentados como espécies encontradas nas terras de Retjenu. É o mais antigo repertório figurado de… Agricultura XVIII Dinastia Tutmés III Alto Egito
Localização
Templo de Amon em Karnak
Alto Egito
Dinastia
XVIII Dinastia
Governante
Tutmés III

O Akhmenu, salão de festas erguido a leste do santuário principal de Karnak, recebeu no seu conjunto de câmaras um programa decorativo sem paralelo. Em vez das cenas habituais de oferenda, as paredes exibem fileiras de plantas com raiz, flor e fruto, além de aves, quadrúpedes e frutos isolados. Uma legenda declara que se trata do que a majestade encontrou na terra de Retjenu, designação egípcia da Síria e da Palestina, o que liga o conjunto às campanhas asiáticas. Estimativas correntes apontam cerca de duas centenas e meia de espécies representadas.

As salas fazem parte do Akhmenu, cuja construção é situada no fim do reinado de Tutmés III, sem data de dedicação preservada. A cronologia do Novo Império é a mais segura do Egito faraônico, mas as datas absolutas continuam a divergir cerca de dez anos entre as reconstruções alta e baixa.

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c. 1440 a.C. Datação em debate O apagamento dos monumentos de Hatshepsut Nomes cinzelados, figuras substituídas, estátuas quebradas e enterradas em fossos, obeliscos ocultados por alvenaria: a memória monumental de Hatshepsut foi removida de forma seletiva. A cronologia do… Arte XVIII Dinastia Tutmés III Alto Egito
Localização
Deir el-Bahari e Karnak
Alto Egito
Dinastia
XVIII Dinastia
Governante
Tutmés III

A intervenção não foi uniforme. Em Deir el-Bahari e em Karnak, os cartuchos e as imagens da soberana com insígnias reais foram removidos, enquanto representações dela como esposa real ou como Esposa Divina de Amon muitas vezes permaneceram intactas. Os nomes suprimidos foram frequentemente substituídos por aqueles de Tutmés I, Tutmés II e Tutmés III. A Capela Vermelha, santuário de quartzito construído por ela, foi desmontada e seus blocos reaproveitados como enchimento no terceiro pilone. Estátuas foram derrubadas, fragmentadas e lançadas em fossos perto do templo, onde escavações do século XX as recuperaram e permitiram remontar várias peças.

O exame das superfícies marteladas e das camadas de reconstrução indica que a remoção começou por volta do ano quarenta e dois de Tutmés III, isto é, cerca de vinte anos depois da morte da soberana, e prosseguiu no reinado seguinte. Além dessa dúvida sobre o momento inicial, vale a margem de aproximadamente dez anos entre a cronologia alta e a baixa do Novo Império.

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