MamiAgency Linha do Tempo do Antigo Egito

Recorte geográfico

Médio Egito

O trecho entre Mênfis e Abidos, incluindo Heracleópolis, o Faium, Beni Hassan, Amarna e Assiute.

17 acontecimentos

Período Pré-Dinástico

c. 5300 – 3000 a.C.

1 acontecimento

c. 5300 – 4500 a.C. Datação aproximada Primeiras aldeias agrícolas se fixam no vale do Nilo Entre a depressão do Faium e Merimda, no norte do vale, grupos que viviam da caça e da pesca passaram a semear trigo e cevada e a criar ovelhas, cabras e porcos. Surgiram assim as primeiras aldeias estáveis do… Agricultura Médio Egito
Localização
Depressão do Faium e região de Merimda, no norte do vale
Médio Egito
Dinastia
Anterior às dinastias
Governante
Não atribuído

O trigo e a cevada cultivados no Egito não são plantas nativas do vale: chegaram do sudoeste asiático, junto com ovelhas e cabras, e tiveram de ser adaptados a um regime de cheia anual muito diferente das chuvas de inverno em que haviam sido domesticados. No Faium, as comunidades mais antigas ocupavam as margens de um lago então bem mais extenso, pescavam em grande quantidade e guardavam a colheita em silos forrados de cestaria, cavados em terreno seco longe da água. A lavoura conviveu por muito tempo com a caça e a coleta, sem substituir nenhuma delas de imediato.

As balizas vêm de datação por radiocarbono aplicada a grãos, cestaria e carvão recolhidos no Faium e em Merimda, com margens que alcançam alguns séculos. Não existe nenhum registro escrito para conferir esses números.

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Antigo Império

c. 2686 – 2181 a.C.

1 acontecimento

c. 2600 a.C. Datação aproximada Snefru resolve a pirâmide de faces lisas Em pouco mais de duas décadas, Snefru mandou erguer três pirâmides e resolveu o problema estrutural que impedia a face contínua. Meidum foi convertida a partir de uma estrutura escalonada, a de Dachur Sul teve… Construções IV Dinastia Snefru Médio Egito
Localização
Meidum, Dachur Sul e Dachur Norte
Médio Egito
Dinastia
IV Dinastia
Governante
Snefru

Meidum começou como uma construção em degraus e recebeu depois um revestimento destinado a criar planos contínuos, apoiado em fundação frágil; o invólucro externo acabou por desabar, deixando à vista o núcleo em torre que ainda hoje se ergue na planície. Em Dachur Sul, a obra seguinte foi iniciada com inclinação próxima de cinquenta e quatro graus e teve o ângulo reduzido para cerca de quarenta e três na metade da altura, decisão tomada depois do aparecimento de fissuras nas câmaras internas e do assentamento do terreno.

As três obras se distribuem por um reinado de cerca de vinte e quatro anos, cuja duração é estimada a partir de grafites de datação por contagem de gado. A ordem das etapas é bem conhecida; os anos absolutos, não.

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Primeiro Período Intermediário

c. 2181 – 2055 a.C.

2 acontecimentos

c. 2160 a.C. Datação aproximada Os reis de Heracleópolis governam o norte Com Mênfis esvaziada, uma linhagem instalada em Heracleópolis Magna assumiu o governo do norte e do Médio Egito. Apoiada nos nomarcas de Assiute, manteve por mais de um século administração própria, uma frente… Dinastias IX e X Dinastias Kheti de Heracleópolis Médio Egito
Localização
Heracleópolis Magna, na entrada do Faium
Médio Egito
Dinastia
IX e X Dinastias
Governante
Kheti de Heracleópolis

A cidade ficava na entrada da depressão do Faium, controlando o canal que distribui água para a região e a passagem entre o vale e o norte. É uma escolha de posição, não de tradição: Heracleópolis não tinha peso religioso comparável ao de Mênfis ou de Abidos. O que se sabe desses reis vem sobretudo de uma lista real copiada mil anos mais tarde, hoje fragmentária, e de menções feitas por seus aliados; a arqueologia da própria cidade nesse período é escassa, e nenhum palácio da fase foi identificado.

A sequência e a duração desses reinados vêm de listas posteriores muito danificadas; nem o número de soberanos nem a ordem entre eles podem ser fixados com segurança.

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c. 2100 a.C. Datação aproximada Os Textos dos Sarcófagos ampliam o acesso ao além Nas necrópoles provinciais do Médio Egito, caixões retangulares de madeira começaram a ser cobertos por dentro de fórmulas escritas para o morto. O repertório reunia material herdado da tradição real e… Mudanças religiosas Médio Egito
Localização
Necrópoles provinciais de Assiute, Deir el-Bercha e Meir
Médio Egito
Dinastia
Anterior às dinastias
Governante
Não atribuído

A superfície interna dessas peças funciona como um pequeno santuário. Nas laterais aparecem a porta fingida com um par de olhos pela qual o morto vê o exterior, listas de oferendas, sequências de bens pintados e colunas de escrita cursiva com centenas de fórmulas. Nas oficinas de Deir el-Bercha, o fundo de alguns caixões recebeu o chamado Livro dos Dois Caminhos, um itinerário desenhado com caminhos de terra e de água, lagos de fogo e porteiros a serem nomeados, o mais antigo mapa conhecido de uma geografia do além.

Os exemplares mais antigos são situados no fim do período por critérios de estilo e de escrita, e a produção continua no Médio Império, o que torna imprecisa qualquer data de início.

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Médio Império

c. 2055 – 1650 a.C.

4 acontecimentos

c. 1985 a.C. Datação aproximada Amenemhat I funda Itjtauy e transfere o centro do poder Amenemhat I chegou ao trono sem ascendência real e mudou a corte para uma cidade nova, Amenemhat-itj-tauy, junto à entrada do Faium. O povoado em si nunca foi localizado com segurança, mas a necrópole real que… Administração XII Dinastia Amenemhat I Médio Egito
Localização
Itjtauy, próxima a Lisht e à entrada do Faium
Médio Egito
Dinastia
XII Dinastia
Governante
Amenemhat I

A família do novo rei não vinha da realeza: sua mãe se chamava Nofret e o nome do pai, Senusret, é o de um particular. Um alto funcionário chamado Amenemhat aparece conduzindo expedições no fim da XI Dinastia, e a identificação com o futuro rei é provável, embora não demonstrada. Instalar a corte no norte encurtou a distância até o delta, até a estrada do Sinai e até a depressão do Faium, deixando a Tebas o peso religioso. Sua pirâmide, em Lisht, foi construída em parte com blocos retirados de monumentos do Antigo Império, prática que o vinculava aos reis das pirâmides.

O início da XII Dinastia é calculado retrocedendo os anos de reinado a partir das datas lunares conservadas em arquivos de templo, procedimento que acumula erro e mantém uma faixa de cerca de trinta anos entre as cronologias em circulação.

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c. 1900 a.C. Datação aproximada As tumbas de Beni Hassan retratam o cotidiano provincial Escavadas na encosta calcária do nomo do Órix, as tumbas dos governadores de Beni Hassan guardam cenas de colheita, tecelagem, fundição de metal, luta corporal e caça no deserto. É o registro mais detalhado… Vida cotidiana XII Dinastia Senusret II Médio Egito
Localização
Beni Hassan, no nomo do Órix
Médio Egito
Dinastia
XII Dinastia
Governante
Senusret II

São trinta e nove tumbas decoradas abertas na rocha, das quais quatro concentram os conjuntos mais completos, pertencentes a Baket III, Kheti, Amenemhat e Khnumhotep II. A decoração foi pintada sobre uma camada de estuque, e não esculpida, o que permitiu sequências longas e detalhe miúdo: pares de lutadores em dezenas de posições encadeadas, acrobacias e jogos, teares horizontais em operação, fundidores soprando o fogo com foles, construção de barcos, contagem de gado, colheita e enchimento de celeiros. Há também cenas de guerra com arqueiros e um abrigo móvel usado contra muralhas, e inscrições biográficas em que Khnumhotep II detalha sua nomeação e a ascensão da família.

As tumbas decoradas não pertencem a um único momento: cobrem várias gerações de governadores, entre o início da XII Dinastia e o reinado de Senusret II. A conversão desses reinados em anos absolutos depende de dados lunares e sincronismos incompletos.

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c. 1820 a.C. Datação aproximada As obras hidráulicas do Faium ampliam a área cultivada Não houve escavação de um grande lago artificial no Faium, como ainda se repete. O que os reis da XII Dinastia fizeram foi regular a entrada de água pelo canal Bahr Iússuf, controlando o nível de um lago que… Agricultura XII Dinastia Amenemhat III Médio Egito
Localização
Depressão do Faium e canal Bahr Iússuf
Médio Egito
Dinastia
XII Dinastia
Governante
Amenemhat III

A depressão do Faium fica a oeste do vale e recebia água por um braço natural do Nilo, o Bahr Iússuf, que alimentava um lago grande e raso. Antes de qualquer intervenção, esse lago subia e descia conforme a inundação, e a faixa alagável era instável. O trabalho da XII Dinastia consistiu em disciplinar a entrada: diques e um regulador na garganta por onde o canal penetra na depressão, perto de Lahun, mais canais internos para distribuir a água pelas terras baixas. Com a vazão sob controle, o nível do lago baixou e uma faixa considerável de solo aluvial ficou disponível para plantio, sem que nenhuma bacia tenha sido cavada.

As intervenções se distribuem por mais de um reinado e não têm data de conclusão registrada. Como no restante do período, os anos absolutos vêm de observações lunares conservadas em arquivos e de sincronismos parciais, com folga de algumas décadas.

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c. 1800 a.C. Datação aproximada O papiro de Lahun e a medicina voltada às mulheres Achado na cidade de trabalhadores de Lahun, um papiro do fim do Médio Império reúne cerca de trinta e quatro parágrafos com queixas femininas, prescrições e testes de fecundidade. É o mais antigo documento… Medicina XII Dinastia Amenemhat III Médio Egito
Localização
Lahun, junto à pirâmide de Senusret II
Médio Egito
Dinastia
XII Dinastia
Governante
Amenemhat III

O papiro foi recolhido em 1889 nas escavações da cidade que abrigava o pessoal ligado à pirâmide de Senusret II, e está hoje em uma coleção universitária em Londres. Sobraram duas páginas com parágrafos numerados. No primeiro grupo, cada item segue a mesma estrutura: descreve-se a queixa, com localização da dor ou do incômodo, nomeia-se o problema e indica-se o que fazer, em geral aplicações locais, fumigações ou bebidas preparadas com cerveja, leite, tâmaras, óleo e resinas. O segundo grupo trata de como saber se uma mulher poderá conceber e de preparados destinados a evitar a concepção.

O documento é datado pela escrita e pelo contexto em que foi achado, o que o coloca no fim da XII Dinastia. Como as datas absolutas do período dependem de registros lunares e de sincronismos parciais, resta uma margem de algumas décadas.

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Segundo Período Intermediário

c. 1777 – 1550 a.C.

2 acontecimentos

c. 1777 a.C. Datação aproximada Sobekneferu governa e encerra a XII Dinastia Filha de Amenemhat III, Sobekneferu assumiu o trono com titulatura real completa e governou pouco menos de quatro anos. Seu reinado fecha a XII Dinastia e é tomado aqui como limiar do longo intervalo de… Faraós XII Dinastia Sobekneferu Médio Egito
Localização
Itjtauy e Faium
Médio Egito
Dinastia
XII Dinastia
Governante
Sobekneferu

Sobekneferu governou por direito próprio, com os cinco nomes da titulatura real, combinando formas masculinas e femininas nos textos, sem se apresentar como regente de ninguém. Suas estátuas, encontradas sem cabeça na região do Faium e no delta oriental, mostram uma figura vestindo o saiote e o manto cerimoniais do rei sobre a roupa feminina, solução de compromisso que a arte egípcia inventou para o caso. Ela acrescentou construções ao complexo funerário do pai em Hauara, deixou obra em Heracleópolis e teve o nome preservado nas listas reais posteriores. Seu túmulo não foi identificado com segurança; a atribuição de uma das pirâmides inacabadas de Mazguna continua sem prova.

Uma lista real conservada em Turim atribui ao reinado três anos, dez meses e vinte e quatro dias, mas a posição desse intervalo no calendário absoluto depende das observações lunares e dos sincronismos parciais que ancoram todo o Médio Império, com margem de algumas décadas.

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c. 1552 a.C. Datação aproximada Camés leva a frota tebana até Avaris No terceiro ano de seu reinado, Camés desceu o Nilo com uma frota, tomou Nefrúsi, devastou os arredores de Avaris e voltou sem tomar a cidade. O relato sobrevive em duas versões de uma inscrição real, uma… Guerras XVII Dinastia Camés Médio Egito
Localização
Nefrúsi, Cusae e cercanias de Avaris
Médio Egito
Dinastia
XVII Dinastia
Governante
Camés

O texto começa por uma cena de conselho: o rei diz aos seus notáveis que não aceita permanecer entre um senhor estrangeiro ao norte e um núbio ao sul, e os conselheiros recomendam prudência, lembrando que o acordo vigente lhes garante campos e pastagem no delta. O rei parte de todo modo. Nefrúsi, ao norte de Cusae, é tomada; a frota segue até as vizinhanças de Avaris, arrasa vinhedos e captura centenas de embarcações carregadas de madeira de cedro, óleos, resinas, bronze e machados. O tom é comemorativo, como em toda inscrição real, e a cidade em si resiste: a campanha rompe o equilíbrio, mas não decide a guerra.

A campanha é datada pelo terceiro ano de um reinado de poucos anos, imediatamente anterior ao Novo Império. Sua posição no calendário absoluto herda a margem das observações lunares e dos sincronismos parciais usados para fixar o período.

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Novo Império

c. 1550 – 1069 a.C.

2 acontecimentos

c. 1346 a.C. Datação aproximada A reforma de Aton e a fundação de Aquetáton No quinto ano de reinado, o rei trocou o nome, transferiu a corte para um lugar sem culto anterior e impôs o serviço exclusivo do disco solar. Templos de outros deuses foram fechados, seus bens redirecionados… Mudanças religiosas XVIII Dinastia Aquenáton Médio Egito
Localização
Aquetáton, atual Amarna
Médio Egito
Dinastia
XVIII Dinastia
Governante
Aquenáton

O culto do disco solar não era novidade: Aton aparece em textos desde o Médio Império e ganhou destaque já com Amenhotep III. A ruptura foi de outra ordem. O rei mandou construir em Karnak um santuário a céu aberto para Aton, o Gempaaton, feito com blocos pequenos de fácil manuseio, os talatate, e em seguida escolheu para nova capital uma planície na margem oriental do Nilo, delimitada por estelas gravadas na rocha que declaram o local como não pertencente a nenhum deus nem a nenhuma deusa. O nome adotado, Aquetáton, significa horizonte do disco solar, e o rei passou a chamar-se Aquenáton.

As estelas de limite da cidade datam a escolha do local do ano cinco do reinado, e a mudança de nome do rei ocorre no mesmo intervalo. Como o restante do período, as datas absolutas variam cerca de uma década conforme a cronologia adotada, apesar dos sincronismos com Hatti, a Assíria e a Babilônia.

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c. 1345 a.C. Datação aproximada A arte de Amarna rompe o cânone milenar Crânios alongados, queixos salientes, ventres proeminentes e cenas de intimidade familiar substituíram o corpo idealizado da tradição. A grade de proporções foi refeita, e as oficinas de Aquetáton produziram… Arte XVIII Dinastia Aquenáton Médio Egito
Localização
Oficinas de Aquetáton
Médio Egito
Dinastia
XVIII Dinastia
Governante
Aquenáton

A convenção egípcia representava o rei como jovem atlético, de proporções fixadas por uma grade de dezoito quadrados. Nos primeiros anos do reinado, essa grade foi substituída por outra, de vinte quadrados, e as figuras passaram a exibir cabeça alongada, feições estreitas, quadris largos e membros finos, tratamento aplicado ao rei, à rainha e às princesas. As cenas mudaram de assunto: o casal aparece abraçando as filhas, beijando-as, comendo em família, chorando em funeral, sempre sob os raios de Aton, e não mais em posturas de combate ou de oferenda solene.

O estilo evolui dentro do reinado, das figuras mais alongadas dos primeiros anos a formas mais contidas no fim, o que impede datar cada obra com precisão. As datas absolutas do reinado permanecem sujeitas à diferença de cerca de dez anos entre cronologia alta e baixa.

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Período Ptolemaico

332 – 30 a.C.

1 acontecimento

c. 260 a.C. Datação aproximada A burocracia ptolemaica reorganiza a terra e o imposto No Faium ampliado por drenagem, a coroa mediu terras, classificou lavradores e arrendou a arrecadação a particulares. Milhares de documentos guardados em Filadélfia mostram a máquina em funcionamento, operando… Administração Dinastia ptolemaica Ptolomeu II Filadelfo Médio Egito
Localização
Faium e arquivos de Filadélfia
Médio Egito
Dinastia
Dinastia ptolemaica
Governante
Ptolomeu II Filadelfo

A ocupação do Faium foi o maior projeto agrário do período. Canais e diques recuperaram terra do lago, e nas aldeias novas, várias delas batizadas com nomes da família real, assentaram-se veteranos macedônios e gregos que recebiam lotes em troca de serviço militar. Ao lado deles trabalhavam camponeses egípcios em terra da coroa e em terra de templo, com contratos de arrendamento, sementes adiantadas e quotas fixadas por escrito. Foi também nesse momento que o trigo duro substituiu em larga escala os cereais tradicionais do país, mudança visível nos recibos de colheita.

A data corresponde ao período coberto pelos arquivos de Filadélfia e pela lei de receitas de Ptolomeu II. A implantação do sistema foi gradual e desigual entre as regiões do país.

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Domínio romano

30 a.C. – 641 d.C.

3 acontecimentos

c. 100 d.C. Datação aproximada Os retratos do Faium unem duas tradições funerárias Painéis pintados sobre madeira, com rostos de homens, mulheres e crianças, eram amarrados às ataduras das múmias no Faium e em Antinoópolis. Cada peça reúne a pintura de retrato de tradição greco-romana e o… Arte Província romana e bizantina Médio Egito
Localização
Hauara, Antinoópolis e o Faium
Médio Egito
Dinastia
Província romana e bizantina
Governante
Não atribuído

O painel era pintado em madeira fina, com cera de abelha aquecida e pigmento ou com têmpera, e depois encaixado nas faixas de linho sobre o rosto do morto. O tratamento pictórico é o da tradição helenística: luz lateral, modelado do volume, olhar dirigido a quem observa. Penteados, barbas e joias acompanham a moda das cortes imperiais, o que permite datar boa parte das peças por comparação com bustos e moedas. Sob o painel, o corpo continuava a receber as substâncias de conservação e as fórmulas de proteção da tradição local, por vezes com máscara de estuque dourado sobre o peito.

A produção se estende de meados do primeiro século ao terceiro século d.C. A data indicada corresponde ao auge da prática, já que poucos painéis podem ser datados individualmente com precisão.

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130 d.C. Datação estabelecida Adriano viaja pelo Egito e funda Antinoópolis Adriano percorreu o Egito com a corte no ano 130. Depois que Antínoo morreu afogado no Nilo, o imperador fundou no local uma cidade de estatuto grego, e o séquito deixou versos gravados na perna de um dos… Construções Província romana e bizantina Adriano Médio Egito
Localização
Antinoópolis e Colossos de Mêmnon
Médio Egito
Dinastia
Província romana e bizantina
Governante
Adriano

A comitiva subiu o rio no verão e no outono daquele ano, com paradas em Alexandria, na franja do deserto ocidental e nas grandes cidades do vale. Em Tebas, antes do nascer do sol, o grupo foi ouvir o ruído emitido por uma das duas estátuas colossais de Amenhotep III, rachada por um terremoto séculos antes. Júlia Balbila, poetisa que acompanhava a viagem, mandou inscrever versos em grego na perna da estátua, e eles se somaram a mais de uma centena de inscrições deixadas por quem havia feito a mesma peregrinação. O fenômeno cessou depois que a estátua foi restaurada, já no início do século seguinte.

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c. 150 d.C. Datação aproximada Os papiros de Oxirrinco revelam a vida na província Os montes de entulho de uma cidade do Médio Egito guardaram centenas de milhares de fragmentos escritos, do recibo de imposto à carta de família. É o retrato documental mais denso que sobreviveu de uma… Vida cotidiana Província romana e bizantina Médio Egito
Localização
Oxirrinco, no Médio Egito
Médio Egito
Dinastia
Província romana e bizantina
Governante
Não atribuído

A cidade ficava a oeste do braço principal do rio, em terreno seco o bastante para conservar folhas de papiro descartadas. Durante séculos, seus moradores jogaram fora contratos vencidos, minutas de repartição, exercícios escolares e correspondência inútil em depósitos de lixo na borda do povoado. Dois pesquisadores de Oxford começaram a escavá-los em 1896 e retiraram, em pouco mais de dez anos, um volume de material que nenhuma equipe conseguiu esgotar. A edição do acervo começou em 1898 e prossegue, volume após volume, com uma fração pequena do total publicada até agora.

Os documentos recuperados na cidade cobrem cerca de sete séculos de vida urbana. A data indicada situa o centro do conjunto, e não um acontecimento isolado.

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Descobertas arqueológicas

1798 d.C. – presente

1 acontecimento

1912 d.C. Datação estabelecida O busto de Nefertiti emerge das oficinas de Amarna Em dezembro de 1912, uma missão alemã encontrou em Amarna a cabeça pintada de Nefertiti, deixada na oficina de um escultor da corte ao lado de estudos em gesso. A peça coube à parte alemã na repartição dos… Arqueologia Médio Egito
Localização
Casa do escultor Tutmés, em Amarna
Médio Egito
Dinastia
Anterior às dinastias
Governante
Ludwig Borchardt

A casa foi identificada como oficina pelo achado de uma peça de arreio em marfim com o nome do escultor Tutmés. Em um cômodo lateral estavam a cabeça pintada, apoiada no chão junto a uma parede, e um conjunto de estudos em gesso com rostos de integrantes da corte. A cabeça é de calcário revestido de estuque e pintado; um dos olhos recebeu embutido de cristal de rocha e o outro ficou vazio, o que indica peça de referência para uso interno da oficina, e não imagem destinada a culto. Os estudos em gesso esclareceram o método de trabalho: modelo, correção e transposição para pedra.

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