MamiAgency Linha do Tempo do Antigo Egito

Eixo temático

Mudanças religiosas

Cultos, reformas, textos funerários e transformações na relação com o divino.

14 acontecimentos De c. 2950 a.C. a c. 537 d.C.

Período Tinita

c. 3000 – 2686 a.C.

1 acontecimento

c. 2950 a.C. Datação aproximada O túmulo de Djer e os enterramentos subsidiários Em Umm el-Qaab, a câmara de tijolo de Djer foi cercada por centenas de sepulturas menores, cobertas de uma só vez e ocupadas por mulheres, servidores e artesãos da corte. A leitura majoritária é que se trata… Mudanças religiosas I Dinastia Djer Alto Egito
Localização
Umm el-Qaab, necrópole real de Abidos
Alto Egito
Dinastia
I Dinastia
Governante
Djer

O túmulo consiste em uma grande câmara forrada de tijolo, que abrigava um santuário de madeira, cercada por fileiras regulares de covas pequenas. Muitas delas tinham estelas com nome e função do ocupante, o que permitiu reconhecer mulheres do palácio, servidores domésticos e pessoas de baixa estatura ligadas ao entretenimento da corte. Um segundo conjunto de sepulturas acompanha o recinto de culto do mesmo rei, mais perto da área cultivada. O fato de todo o conjunto ter sido coberto em uma única operação é o argumento central da interpretação corrente, já que nenhuma dessas covas foi reaberta depois.

A duração do reinado de Djer é estimada por meio das etiquetas de ano e de fragmentos de anais gravados séculos mais tarde, que divergem entre si. A data indicada corresponde ao meio de um intervalo de algumas décadas.

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Antigo Império

c. 2686 – 2181 a.C.

1 acontecimento

c. 2470 a.C. Datação aproximada Os templos solares de Abusir e a ascensão de Rá A V Dinastia acrescentou ao aparato real um segundo tipo de monumento: o templo solar, com pátio aberto ao céu, grande altar de alabastro e um pilar maciço sobre pódio. Seis são conhecidos por menções escritas… Mudanças religiosas V Dinastia Userkaf Baixo Egito
Localização
Abusir e Abu Gurab
Baixo Egito
Dinastia
V Dinastia
Governante
Userkaf

A planta desses santuários inverte a lógica do templo fechado. Uma calçada sobe de um edifício junto ao vale até um recinto murado cujo centro é um pátio descoberto, com um altar formado por quatro blocos de alabastro dispostos em torno de um disco, área de abate para as oferendas e depósitos laterais. Ao fundo, sobre um pódio maciço, erguia-se um pilar curto e largo, antepassado do obelisco. Corredores decorados com relevos ligavam o pátio às dependências de serviço, e cada templo tinha nome próprio, terras e pessoal.

A série de templos solares se estende de Userkaf a Niuserré, ao longo de várias gerações; o ano indicado marca a fase inicial dessa política de construção.

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Primeiro Período Intermediário

c. 2181 – 2055 a.C.

1 acontecimento

c. 2100 a.C. Datação aproximada Os Textos dos Sarcófagos ampliam o acesso ao além Nas necrópoles provinciais do Médio Egito, caixões retangulares de madeira começaram a ser cobertos por dentro de fórmulas escritas para o morto. O repertório reunia material herdado da tradição real e… Mudanças religiosas Médio Egito
Localização
Necrópoles provinciais de Assiute, Deir el-Bercha e Meir
Médio Egito
Dinastia
Anterior às dinastias
Governante
Não atribuído

A superfície interna dessas peças funciona como um pequeno santuário. Nas laterais aparecem a porta fingida com um par de olhos pela qual o morto vê o exterior, listas de oferendas, sequências de bens pintados e colunas de escrita cursiva com centenas de fórmulas. Nas oficinas de Deir el-Bercha, o fundo de alguns caixões recebeu o chamado Livro dos Dois Caminhos, um itinerário desenhado com caminhos de terra e de água, lagos de fogo e porteiros a serem nomeados, o mais antigo mapa conhecido de uma geografia do além.

Os exemplares mais antigos são situados no fim do período por critérios de estilo e de escrita, e a produção continua no Médio Império, o que torna imprecisa qualquer data de início.

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Novo Império

c. 1550 – 1069 a.C.

3 acontecimentos

c. 1400 a.C. Datação aproximada A Estela do Sonho e o primeiro restauro documentado Uma estela de granito instalada entre as patas da Esfinge conta que o príncipe adormeceu à sombra do monumento e ouviu o deus pedir que o livrasse da areia. O texto associa a limpeza do monumento à chegada ao… Mudanças religiosas XVIII Dinastia Tutmés IV Baixo Egito
Localização
Entre as patas da Grande Esfinge, em Gizé
Baixo Egito
Dinastia
XVIII Dinastia
Governante
Tutmés IV

A laje foi feita a partir de um lintel retirado do templo funerário de Quéfren, mil e cem anos mais antigo, e colocada de pé contra o peito da escultura. O texto narra que o filho do rei, depois de caçar no deserto de Gizé, deitou-se à sombra da Esfinge ao meio-dia e recebeu em sonho a fala do deus Horemakhet, o Hórus do horizonte, que se dizia sufocado pela areia e prometia a realeza em troca da desobstrução. A parte final da inscrição está muito danificada, e a promessa em si depende de restituição, o que torna prudente falar de uma versão oficial e não de um registro literal.

O monumento traz o ano um do reinado de Tutmés IV, o que fixa a data relativa com segurança; a passagem para o calendário atual depende da cronologia escolhida, com diferença de cerca de dez anos entre as versões alta e baixa.

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c. 1346 a.C. Datação aproximada A reforma de Aton e a fundação de Aquetáton No quinto ano de reinado, o rei trocou o nome, transferiu a corte para um lugar sem culto anterior e impôs o serviço exclusivo do disco solar. Templos de outros deuses foram fechados, seus bens redirecionados… Mudanças religiosas XVIII Dinastia Aquenáton Médio Egito
Localização
Aquetáton, atual Amarna
Médio Egito
Dinastia
XVIII Dinastia
Governante
Aquenáton

O culto do disco solar não era novidade: Aton aparece em textos desde o Médio Império e ganhou destaque já com Amenhotep III. A ruptura foi de outra ordem. O rei mandou construir em Karnak um santuário a céu aberto para Aton, o Gempaaton, feito com blocos pequenos de fácil manuseio, os talatate, e em seguida escolheu para nova capital uma planície na margem oriental do Nilo, delimitada por estelas gravadas na rocha que declaram o local como não pertencente a nenhum deus nem a nenhuma deusa. O nome adotado, Aquetáton, significa horizonte do disco solar, e o rei passou a chamar-se Aquenáton.

As estelas de limite da cidade datam a escolha do local do ano cinco do reinado, e a mudança de nome do rei ocorre no mesmo intervalo. Como o restante do período, as datas absolutas variam cerca de uma década conforme a cronologia adotada, apesar dos sincronismos com Hatti, a Assíria e a Babilônia.

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c. 1332 a.C. Datação aproximada Tutancâmon restaura os cultos tradicionais Um menino de cerca de nove anos subiu ao trono e, em poucos anos, os templos fechados voltaram a funcionar, as rendas foram devolvidas e o nome do rei passou de Tutankhaton a Tutancâmon. A Estela da… Mudanças religiosas XVIII Dinastia Tutancâmon Alto Egito
Localização
Tebas e Mênfis
Alto Egito
Dinastia
XVIII Dinastia
Governante
Tutancâmon

O texto da estela descreve santuários em ruína, pátios tomados por ervas, capelas transformadas em atalho e o país abandonado pelos deuses, que não atendiam mais a nenhum pedido. Em seguida enumera as medidas: reconstrução de imagens divinas em ouro e pedras finas, restituição de terras e de rendas aos templos, nomeação de novos sacerdotes escolhidos entre filhos de notáveis e retomada dos festivais. O documento foi encontrado em Karnak e teve depois o nome do rei substituído pelo de Horemheb, prática que dificultou por muito tempo a atribuição correta.

A Estela da Restauração não conserva número de ano legível, e a medida é situada nos primeiros anos do reinado pela mudança do nome do rei. As datas absolutas seguem a margem de cerca de dez anos que separa a cronologia alta da baixa no Novo Império.

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Terceiro Período Intermediário

c. 1069 – 664 a.C.

2 acontecimentos

c. 1000 a.C. Datação aproximada Os sacerdotes escondem as múmias reais Diante dos arrombamentos no Vale dos Reis, os sacerdotes de Amon retiraram os corpos dos faraós de suas tumbas, renovaram o enfaixamento e reuniram-nos em poucos esconderijos vigiados. Cada etapa da operação… Mudanças religiosas XXI Dinastia Alto Egito
Localização
Deir el-Bahari e Vale dos Reis
Alto Egito
Dinastia
XXI Dinastia
Governante
Operação conduzida pelos sumos sacerdotes de Amon, entre eles Pinedjem I e Pinedjem II

A decisão veio depois de décadas de saques documentados em processos judiciais. Equipes autorizadas abriram as sepulturas reais, recolheram os corpos, refizeram o enfaixamento quando necessário, substituíram caixões danificados e transferiram tudo para locais de acesso mais fácil de controlar. Os dois principais foram uma tumba de família sacerdotal em Deir el-Bahari e uma câmara lateral da sepultura de Amenhotep II, no Vale dos Reis. Ali acabaram reunidos, entre outros, Amósis, Amenhotep I, Tutmés II, Tutmés III, Seti I, Ramsés II e vários reis da XX Dinastia.

Os deslocamentos ocorreram ao longo de mais de um século, entre o fim da XX Dinastia e a XXI. A data indicada corresponde à fase mais intensa da operação, tal como reconstituída pelas anotações datadas.

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c. 750 a.C. Datação aproximada A Esposa Divina de Amon concentra poder em Tebas O título de Esposa Divina de Amon, antigo mas secundário, tornou-se no primeiro milênio o cargo mais poderoso de Tebas. Ocupado por filhas de reis que não se casavam e escolhiam a sucessora por adoção, dava a… Mudanças religiosas XXV Dinastia Alto Egito
Localização
Karnak e Tebas
Alto Egito
Dinastia
XXV Dinastia
Governante
Titulares do cargo, de Chepenupet, filha de Osorkon III, a Ankhnesneferibré, filha de Psamético II

O arranjo resolvia um problema concreto. Depois de séculos de autonomia sacerdotal, os reis do delta e, em seguida, os de Cuxe precisavam de alguém em Tebas que representasse sua autoridade sem criar uma linhagem rival. A solução foi entregar o cargo a uma princesa consagrada ao deus, sem descendência e, portanto, sem herdeiros capazes de disputar o trono. A titular administrava o domínio do templo, patrocinava construções em Karnak e em Medinet Habu, presidia rituais antes reservados ao rei e tinha o nome escrito na cartela oval dos soberanos.

A data indicada corresponde ao momento em que a função passou às princesas cuxitas. A instituição é mais antiga e atravessou várias dinastias, e sua cronologia interna depende de sincronismos entre listas sacerdotais e reinados.

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Época Baixa

c. 664 – 332 a.C.

1 acontecimento

c. 640 a.C. Datação aproximada O culto de Ápis e as galerias do Serapeu Um único touro por vez encarnava Ápis, manifestação viva de Ptah em Mênfis. Reconhecido por marcas na pelagem, vivia num recinto do templo, era embalsamado ao morrer e depositado em um sarcófago de pedra nas… Mudanças religiosas XXVI Dinastia Psamético I Baixo Egito
Localização
Serapeu de Saqara, junto a Mênfis
Baixo Egito
Dinastia
XXVI Dinastia
Governante
Psamético I

O animal era escolhido por sinais precisos no pelo e recebido no templo de Ptah com sua mãe, que também tinha culto próprio. Respondia a consultas por meio de movimentos interpretados por sacerdotes, aparecia em festas e tinha um pessoal permanente a seu serviço. Quando morria, o país entrava em luto: o corpo era tratado durante setenta dias em mesas de alabastro na oficina de embalsamamento de Mênfis, conduzido em procissão ao planalto de Saqara e sepultado como Osíris-Ápis. Só então começava a busca pelo sucessor, que podia levar meses.

A data marca a abertura da grande galeria escavada no reinado de Psamético I. O culto é muito mais antigo, e cada enterramento é datado pelo ano de reinado do soberano, não por um calendário absoluto.

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Período Ptolemaico

332 – 30 a.C.

2 acontecimentos

331 a.C. Datação em debate A consulta ao oráculo de Amon em Siuá Alexandre atravessou centenas de quilômetros de deserto para consultar o oráculo de Amon em Siuá e entrou sozinho no santuário. Nada do que foi dito ali ficou registrado por testemunha direta: as versões que… Mudanças religiosas Dinastia argéada Alexandre III da Macedônia Deserto Ocidental
Localização
Oásis de Siuá, no Deserto Ocidental
Deserto Ocidental
Dinastia
Dinastia argéada
Governante
Alexandre III da Macedônia

O oráculo do oásis tinha prestígio antigo no mundo grego, procurado por Cirene, por Esparta e por Atenas muito antes da chegada dos macedônios. O templo de Amon em Aghurmi, sobre uma elevação rochosa, havia sido erguido no período saíta e funcionava com um corpo sacerdotal próprio. Alexandre foi de Paretônio, na costa, para o interior, em uma travessia que os autores antigos descrevem com tempestades de areia, guias perdidos e sinais favoráveis. O trajeto era longo e sem vantagem militar: a viagem só se explica pelo valor político e religioso da resposta esperada.

O ano é seguro, mas as fontes antigas divergem sobre a ordem dos acontecimentos, umas situando a travessia antes e outras depois da escolha do sítio de Alexandria, e sobre o próprio conteúdo da consulta.

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c. 300 a.C. Datação aproximada Ptolomeu I institui o culto de Serápis O deus principal da nova capital nasceu de Osíris-Ápis, o touro divinizado de Mênfis, apresentado em forma humana grega, entronizado e com um cesto de grãos na cabeça. Serápis dava aos habitantes de Alexandria… Mudanças religiosas Dinastia ptolemaica Ptolomeu I Sóter Baixo Egito
Localização
Alexandria e Mênfis
Baixo Egito
Dinastia
Dinastia ptolemaica
Governante
Ptolomeu I Sóter

O ponto de partida era um culto egípcio consolidado. No Serapeu de Mênfis, o touro Ápis morto tornava-se Osíris-Ápis, e o santuário já recebia moradores de língua grega, que ali deixavam oferendas e pediam cura e sonhos. A corte ptolemaica manteve o nome e trocou a imagem: em lugar do animal, um deus barbado sentado em trono, com cetro, o cão de três cabeças a seus pés e o cesto de medida de grãos sobre a cabeça, atributos tomados de Zeus, de Hades e de Asclépio. Autores tardios atribuem a formulação a conselheiros do rei, entre eles um sacerdote de Elêusis e o egípcio Manetão.

A instituição do culto é atribuída ao reinado de Ptolomeu I sem data documentada, e parte dos especialistas a situa já sob seu sucessor. As tradições sobre a origem da imagem são muito posteriores.

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Domínio romano

30 a.C. – 641 d.C.

3 acontecimentos

c. 200 d.C. Datação aproximada O cristianismo se enraíza no Egito Ao longo do segundo e do terceiro séculos, comunidades cristãs se estabeleceram em Alexandria e nas cidades do vale. A produção intelectual da escola alexandrina e a passagem das escrituras para a língua… Mudanças religiosas Província romana e bizantina Baixo Egito
Localização
Alexandria e vale do Nilo
Baixo Egito
Dinastia
Província romana e bizantina
Governante
Não atribuído

Os indícios mais antigos são fragmentos de escritos cristãos achados em cidades do interior e atribuídos ao segundo século pela comparação do traçado das letras, o que indica difusão precoce fora da capital. A tradição registrada por Eusébio de Cesareia atribui a fundação da comunidade alexandrina ao evangelista Marcos, mas não há documentação contemporânea que a confirme, e a lista dos primeiros bispos é conhecida somente por fontes posteriores. Certificados de sacrifício expedidos durante a perseguição ordenada por Décio, em meados do terceiro século, sobreviveram entre os documentos da província e mostram a nova religião já suficientemente difundida para exigir controle administrativo.

As primeiras comunidades cristãs egípcias não deixaram registro datado de fundação. A data indicada marca o período em que sua presença se torna documentada tanto em Alexandria quanto no interior.

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c. 320 d.C. Datação aproximada O monaquismo nasce no deserto egípcio O afastamento de cristãos para o deserto, primeiro como eremitas isolados e depois em comunidades organizadas, começou no Egito e se difundiu pelo mundo cristão. Pacômio redigiu a primeira regra de vida em… Mudanças religiosas Província romana e bizantina Deserto Oriental e Mar Vermelho
Localização
Deserto oriental e Tebaida
Deserto Oriental e Mar Vermelho
Dinastia
Província romana e bizantina
Governante
Não atribuído

A prática começou de forma individual. Cristãos deixavam as aldeias do vale e se instalavam na franja desértica, em cavernas ou celas isoladas, sustentando-se com trabalho manual e recebendo quem procurava conselho. Antão, camponês do Médio Egito, seguiu esse caminho por volta do fim do terceiro século e retirou-se para a montanha próxima ao Mar Vermelho. A biografia que lhe dedicou Atanásio, bispo de Alexandria, circulou em grego e em latim e transformou sua trajetória em modelo imitado na Palestina, na Itália e na Gália.

As datas da retirada de Antão e da fundação das primeiras comunidades dependem de relatos escritos décadas depois dos fatos. O intervalo indicado reúne as estimativas aceitas pela maior parte dos estudos.

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c. 537 d.C. Datação aproximada O fechamento de Filas encerra os cultos antigos Por ordem de Justiniano, um comandante enviado à Primeira Catarata encerrou o santuário de Ísis, confiscou as imagens de culto e prendeu os sacerdotes. O edifício foi convertido em igreja, e com ele terminou o… Mudanças religiosas Província romana e bizantina Justiniano I Alto Egito
Localização
Ilha de Filas, na Primeira Catarata
Alto Egito
Dinastia
Província romana e bizantina
Governante
Justiniano I

Filas resistiu mais do que os outros santuários por razão diplomática. A ilha ficava na fronteira sul, e o culto de Ísis atendia também os blêmios e os nobades, povos da Núbia com quem o império mantinha acordos. Um tratado firmado em 452 lhes garantia o direito de conduzir a imagem da deusa em procissão até seu próprio território, e enquanto essa cláusula servisse à estabilidade da fronteira o templo permaneceu aberto, mesmo depois de a legislação imperial ter proibido os cultos não cristãos.

O episódio é conhecido pelo relato de Procópio, que não fornece data exata. Os estudos costumam situá-lo entre 535 e 537, durante o reinado de Justiniano.

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